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Archive for the ‘CNBB’ Category

Durante a 49ª Assembleia Geral da CNBB, realizada de 4 a 13 de maio, no Santuário Nacional em Aparecida (SP), quase todos os Regionais da Conferência Episcopal Brasileira se reuniram para eleger sua nova diretoria. Segundo informa a CNBB os Regionais Leste 2 (Minas Gerais e Espírito Santo) e Sul 1 (São Paulo) elegerão suas Presidências no início de junho.

Os Regionais deverão escolher também seus representantes para o Conselho Permanente da CNBB, mandato de 2011-2015. A primeira reunião do novo Conselho será em junho, nos dias 15 a 17, assinala o Portal A12.

A nota do Portal A12 também explica que segundo o parágrafo único do Artigo 66 do Estatuto Canônico da CNBB, os Regionais com até 15 dioceses têm um acento no Conselho. Já os Regionais com mais de 15 dioceses até 30, têm direito a dois representantes e com mais de 30 dioceses são representados por três bispos. Segundo este critério, os Regionais Sul 1 (São Paulo) e Leste 2 (Minas Gerais e Espírito Santo) são os únicos com três bispos no Conselho Permanente. 

Abaixo, confira a lista completa dos eleitos para as Presidências dos Regionais:

Norte 1
Presidente: Dom Roque Paloschi
Vice-presidente: Dom Mário Antonio da Silva
Secretário: Dom Edson Damian

Norte 2
Presidente: Dom Jesus Maria Cizaurre
Vice-presidente: Dom Bernardo J. Bahlmann
Secretário: Dom Flávio Giovenale

Noroeste
Presidente: Dom Mosé João Pontelo
Vice-presidente: Dom Joaquim Pertiñez
Secretário: Dom Meinrad Francisco Merkel

Centro Oeste
Presidente: Dom José Luiz Majella Delgado
Vice-presidente: Dom Rodolfo Luís Weber
Secretário: Dom Carmelo Scampa

Oeste 1
Presidente: Dom Antônio Megliore
Vice-presidente: Dom Redovino Rizzardo
Secretário: Dom Segismundo Martinez

Oeste 2
Presidente: Dom Vital Chitolina
Vice-presidente: Gentil Delazari
Secretário: Dom Neri José José Tondello
Nordeste1
Presidente: Dom José Haring
Vice-presidente: Dom João José da Costa
Secretário: Dom Antônio Roberto Cavuto

Nordeste 2
Presidente: Dom Genival Saraiva
Vice-presidente: Dom Manoel Delson P. da Cruz
Secretário: Dom Francisco de Assis de Lucena

Nordeste 3
Presidente: Dom Luís Gonzaga Silva Pepeu
Vice-presidente: Dom José Geraldo Cruz
Secretário: Dom Gregório Paixão

Nordeste 4
Presidente: Dom Alfredo Shaffler
Vice-Presidente: Dom Juarez Sousa
Secretário: Dom Plínio José

Nordeste 5
Presidente: Dom Gilberto Pastana de Oliveira
Vice-presidente: Dom Sebastião Bandeira
Secretário: Dom Armando Martin Gutierrez

Leste 1
Presdiente: Dom Orani João Tempesta
Vice-presidente: Dom Luciano Bergamin
Secretário: Dom José Francisco Rezende Dias

Sul 2
Presidente: João Bosco de Souza
Vice-presidente: Dom Mauro Aparecido dos Santos
Secretário: Dom Rafael Biernaski

Sul 3
Presidente: Dom Zeno Hastenteufel
Vice-presidente: Dom Canísio Klaus
Secretário: Dom Remídio Bohn

Sul 4
Presidente: Dom Wilson Tadeu Jönck
Vice-presidente: Dom Mário Marquez
Secretário: Dom Augustinho Petry

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No início da noite de quinta-feira, na Reunião Ordinária do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), foi eleita  a nova Presidência do CELAM. O novo presidente escolhido foi dom Carlos Aguiar Retes, arcebispo do México, que atualmente é presidente da Conferência Episcopal Mexicana e do Departamento de Comunhão Eclesial e Diálogo do CELAM. Foi eleito, ainda, como primeiro vice-presidente, dom Rubén Salazar Gómez, atual presidente da Conferência Episcopal da Colômbia. Para segundo vice-presidente o escolhido foi o arcebispo eleito de Campo Grande (MS), dom Dimas Lara Barbosa.

Presidente

Dom Carlos Aguiar Retes, nasceu em 9 de janeiro de 1950 em Tepic, Nayarit. Ele foi ordenado padre em Tepic em 1973. A partir de 1997 ele foi bispo de Texcoco. Ele terminou seus estudos em Ciências Humanas e Filosofia no Seminário de Tepic (1961-1969), e estudou teologia no Seminário de Montezuma, Estados Unidos (1969 – 1972) eo Seminário de Tula, Hidalgo (1972-1973).

Em março de 2007, o papa Bento XVI o nomeou membro do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso. De 2003 a 2007 foi presidente do Centro Pastoral do CELAM.

Vice-presidente

Dom Rubén Salazar Gómez nasceu em Bogotá, Colômbia, em 22 de setembro de 1942. Frequentou o seminário Ibagué onde estudou o ensino médio e, em seguida, o ciclo filosófico. Em Roma, na Universidade Gregoriana tem bacharelado em Teologia. No Pontifício Instituto Bíblico, ganhou sua licenciatura em Sagradas Escrituras.

Foi membro do Pontifício Conselho “Cor Unum” e representante dos países bolivarianos no Conselho Executivo da Caritas Internationalis. Em 1999 o papa João Paulo II o nomeou arcebispo de Barranquilla.

Segundo vice-presidente

Dom Dimas Lara Barbosa é o arcebispo recém-nomeado de Campo Grande (Mato Grosso do Sul, Brasil). Nasceu em Boa Esperança (MG) no dia 1º de abril de 1956. Frequentou a Faculdade de Filosofia do Instituto de Filosofia de São Bento (SP) e Teologia no Instituto Teológico Sagrado Coração de Jesus, em Taubaté (SP. Ele obteve seu doutorado em Teologia Sistemática na Universidade Gregoriana, em Roma. Ele também se formou em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), São José dos Campos (SP), depois de trabalhar como engenheiro no Instituto de Atividades Espaciais. Dom Dimas foi por quatro anos secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mandato 2007 a 2011.

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Após as eleições realizadas na sua última 49ª assembléia geral reunida em Aparecida, a CNBB tem uma nova presidência. O Cardeal arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis foi eleito na segunda-feira (9) como presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Já o arcebispo de São Luís (MA), Dom José Belisário da Silva é agora o novo vice-presidente da entidade que terá a Dom Leonardo Ulrich Steiner,  bispo da Prelazia de São Félix da Araguaia (RS),como novo secretário-geral.

Em entrevista aos meios, Dom Damasceno se confessou surpreso e pediu orações pela nova missão.
Dom Raymundo Damasceno Assis – Nasceu em 15 de fevereiro de 1937, na cidade de Capela Nova, no estado de Minas Gerais. Anteriormente foi bispo auxiliar de Brasília e além da Arquidiocese de Aparecida, à frente da qual está desde 2004, o purpurado é presidente do CELAM, membro do Pontifico Conselho para as Comunicações e da Pontifícia Comissão para América Latina.
Foi criado Cardeal pelo Santo Padre Bento XVI, no consistório de 20 de novembro de 2010, em Roma.

O novo vice-presidente, Dom Belisário,  nasceu em 1945, em Carmópolis (MG). Foi ordenado padre em 1969 e bispo (2000) em sua terra natal. Estudou Filosofia no Convento São Boaventura, em Dalto Filho (RS) e Teologia, no Instituto Central de Filosofia e Teologia da Universidade Católica de Minas Gerais.

Foi vigário Paroquial, Reitor do Seminário Santo Antônio de Santo Dumont (MG), Definidor e Ecônomo Provincial, Professor de disciplinas em nível de 2º grau, professor de Psicologia Educacional em nível de 3º grau, Formador e Mestre de frades de profissão temporária. Antes de ser nomeado arcebispo de São Luiz, dom Belizário foi bispo de Bacabal (MA) de 2000 a 2005.

Seu lema episcopal é: “Invisibilem Tamquam Videns” (Como se visse o invisível) .

Já o novo Secretário Executivo e Bispo da Prelazia de São Félix da Araguaia (MT), Dom Leonardo Ulrich Steiner,  nasceu em Forquilhinha, Santa Catarina, no dia 6 de novembro de 1950. Filho de Leonardo Steiner e Carlota Arns Steiner; é o 13º de 16 irmãos. Ingressou no noviciado da Ordem dos Frades Menores em Rodeio, SC, no ano de 1972. Professou solenemente em 1976 e no mesmo ano foi ordenado diácono.

Recebeu a ordenação sacerdotal aos 21 de janeiro de 1978. Ordenado Bispo aos 16 de abril de 2005, foi nomeado bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia no dia 2 de fevereiro de 2005. Início do exercício do ministério episcopal no dia 1º de maio de 2005.

Canção Nova Notícias também indica que a secretaria-geral da CNBB tem por função executar as tarefas desse órgão. O responsável por esse cargo tem por missão se pronunciar em nome da Conferência e representá-la, assim como organizar os encontros dos bispos e coordenador os trabalhos das assembleias gerais, realizadas todos os anos.

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Os bispos da Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lyrio Rocha (presidente), dom Luis Soares Vieira (vice-presidente) e dom Dimas Lara Barbosa (secretário geral), foram recebidos em audiência, nesta quinta-feira, 17, pela presidente da República, Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. A audiência começou por volta das 15h30 e durou pouco mais de 40 minutos.

A CNBB conversou com a presidente sobre trabalhos sociais de fronteiras como assistência aos aidéticos, aos dependentes químicos, pessoas com deficiência, filantropia. Outros temas que fizeram parte da pauta foram a erradicação da miséria e da fome, economia solidária, agricultura familiar.

A Presidência da CNBB discutiu também com a presidente Dilma a questão dos  povos indígenas e quilombolas, água para a população do nordeste, reformas política e agrária e o Código Florestal.

Segundo o presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, a presidente Dilma acolheu com muita atenção os assuntos apresentados pela CNBB. Ao final da audiência, a presidente pediu a dom Geraldo que benzesse a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que ela traz junto à sua mesa de trabalho.

Fonte: CNBB

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Apresentamos nossa tradução da entrevista concedida pelo Cardeal Antonio Cañizares a Andrea Tornielli, do Il Giornale, via La Buhardilla de Jerónimo.

A liturgia católica vive “uma certa crise” e Bento XVI quer dar vida a um novo movimento litúrgico, que volte a trazer mais sacralidade e silêncio à Missa, e mais atenção à beleza no canto, na música e na arte sacra.

O Cardeal Antonio Cañizares Llovera, 65 anos, Prefeito da Congregação para o Culto Divino, que enquanto bispo na Espanha era chamado de “o pequeno Ratzinger”, é o homem ao qual o Papa confiou esta tarefa. Nesta entevista a Il Giornale, o “ministro” da liturgia de Bento XVI revela e explica programas e projetos.

Como cardeal, Joseph Ratzinger havia lamentado uma certa pressa na reforma litúrgica pós-conciliar. Qual é a sua opinião?

A reforma litúrgica foi realizada com muita presa. Havia ótimas intenções e o desejo de aplicar o Vaticano II. Mas houve precipitação. Não se deu tempo e espaço suficiente para acolher e interiorizar os ensinamentos do Concílio; de repente, mudou-se o modo de celebrar.

Recordo bem a mentalidade então difundida: era necessário mudar, criar algo novo. Aquilo que havíamos recebido, a tradição, era visto como um obstáculo. A reforma foi entendida como obra humana, muitos pensavam que a Igeja era obra de nossas mãos e não de Deus. A renovação litúrgica foi vista como uma investigação de laboratório, fruto da imaginação e da criatividade, a palavra mágica de então.

Como cardeal, Ratzinger havia prognosticado uma “reforma da reforma” litúrgica, palavras atualmente impronunciáveis, mesmo no Vaticano. Todavia, parece evidente que Bento XVI a deseje. É possível falar dela?

Não sei se é possível, ou se é conveniente, falar de “reforma da reforma”. O que vejo absolutamente necessário e urgente, segundo o que deseja o Papa, é dar vida a um novo, claro e vigoroso movimento litúrgico em toda a Igreja. Porque, como explica Bento XVI no primeiro volume de sua Opera Omnia, em relação à liturgia se decide o destino da fé e da Igreja. Cristo está presente na Igreja através dos sacramentos. Deus é o sujeito da história, e não nós. A liturgia não é uma ação do homem, mas de Deus.

O Papa, mais que decisões impostas de cima, fala com o exemplo. Como ler as mudanças introduzidas por ele nas celebrações papais?

Acima de tudo, não deve haver nenhuma dúvida sobre a bondade da renovação litúrgica conciliar, que trouxe grandes benefícios para a vida da Igreja, como a participação mais consciente e ativa dos fiéis e a presença enriquecida da Sagrada Escritura. Mas além destes e outros benefícios, não faltaram sombras, surgidas nos anos seguintes ao Vaticano II: a liturgia, isso é fato, foi “ferida” por deformações arbitrárias, provocadas também pela secularização que desgraçadamente atinge também dentro da Igreja. Consequentemente, em muitas celebrações já não se coloca Deus no centro, mas o homem e seu protagonismo, sua ação criativa, o papel principal é dado à assembléia. A renovação conciliar foi entendida como uma ruptura e não como um desenvolvimento orgânico da tradição. Devemos reaviver o espírito da liturgia e para isso são significativos os gestos introduzidos nas liturgias do Papa: a orientação da ação litúrgica, a cruz no centro do altar, a comunhão de joellhos, o canto gregoriano, o espaço para o silêncio, a beleza na arte sacra. É também necessário e urgente promover a adoração eucarística: diante da presenção real do Senhor, não se pode senão estar em adoração.

Quando se fala de uma recuperação da dimensão do sagrado, há sempre quem apresente tudo isso como um simples retorno ao passado, fruto de nostalgia. Como o senhor responde?

A perda do sentido do sagrado, do Mistério, de Deus, é uma das perdas de consequências mais graves para um verdadeiro humanismo. Quem pensa que reavivar, recuperar e reforçar o espírito da liturgia e a verdade da celebração é um simples retorno a um passado superado, ignora a verdade das coisas. Colocar a liturgia no centro da vida da Igreja não é em nada nostálgico, mas, pelo contrário, é garantia de estar a caminho em direção ao futuro.

Como julga o estado da liturgia católica no mundo?

Diante do risco da rotina, diante de algumas confusões, da pobreza e da banalidade do canto e da música sacra, pode-se dizer que há uma certa crise. Por isso é urgente um novo movimento litúrgico. Bento XVI, indicando o exemplo de São Francisco de Assis, muito devoto do Santíssimo Sacramento, explicou que o verdadeiro reformador é alguém que obedece a fé: não se move de maneira arbitrária e não se arroga nenhuma discricionariedade sobre o rito. Não é o dono, mas o custódio do tesouro instituido pelo Senhor e confiado a nós. O Papa, portanto, pede à nossa Congregação promover uma renovação segundo o Vaticano II, em sintonia com a tradição litúrgica da Igreja, sem esquecer a norma conciliar que prescreve não introduzir inovações exceto quando as requererem uma verdadeira e comprovada utilidade para a Igreja, com a advertência de que as novas formas, em todo caso, devem surgir organicamente das já existentes.

O que pretende fazer como Congregação?

Devemos considerar a renovação litúrgica segundo a hermêutica da continudade na reforma indicada por Bento XVI para ler o Concílio. E para fazê-lo, é necessário superar a tendência de “congelar” o estado atual da reforma pós-conciliar, de um modo que não faz justiça ao desenvolvimento orgânico da liturgia da Igreja.

Estamos tentanto levar adiante um grande empenho na formação dos sacerdotes, seminaristas, consagrados e fiéis leigos, para favorecer a compreensão do verdadeiro significado das celebrações da Igreja. Isso requer uma adequada e ampla instrução, vigilância e fidelidade nos ritos, e uma autêntica educação para vivê-los plenamente. Este empenho será acompanhado pela revisão e pela atualização dos textos introdutórios de diversas celebrações (prenotanda). Somos conscientes também de que dar impulso a este novo movimento não será possível sem uma renovação pastoral da iniciação cristã.

Uma perspectiva que deveria ser aplicada também à arte e à música…

O novo movimento litúrgico deverá fazer descobrir a beleza da liturgia. Por isso, abriremos uma nova seção em nossa Congregação dedicada à “Arte e música sacra” a serviço da liturgia. Isso nos levará a oferecer, o quanto antes, critérios e orientações para a arte, canto e música sacras. Como também pensamos em oferecer o mais rápido possível critérios e orientações para a pregação.

Nas Igrejas desaparecem os genuflexórios, a Missa às vezes é ainda um espaço aberto à criatividade, são cortadas inclusive as partes mais sagradas do cânon. Como inverter esta tendência?

A vigilância da Igreja é fundamental e não deve ser considerada como algo inquisitório ou repressivo, mas como um serviço. Em todo caso, devemos tornar todos conscientes da exigência, não só dos direitos do fiéis, mas também dos “direitos de Deus”.

Existe também o risco oposto, isto é, o de se crer que a sacralidade da liturgia depende da riqueza dos paramentos: uma posição fruto de esteticismo que parece ignorar o coração da liturgia…

A beleza é fundamental, mas é algo muito distintito de um esteticismo vazio, formalista e estéril, no qual se cai às vezes. Existe o risco de se acreditar que a beleza e a sacralidade da liturgia dependem da riqueza ou da antiguidade dos paramentos. É necessário uma boa formação e uma boa catequese baseada no Catecismo da Igreja Católica, evitando também o risco oposto, o da banalização, e atuando com decisão e energia quando se recorre a costumes que tiveram seu sentido no passado, mas que atualmente não têm ou não contribuem de nenhum modo para a verdade da celebração.

Poderia nos dar alguma indicação concreta sobre o que poderia mudar na liturgia?

Mais que pensar em mudanças, devemos nos comprometer em reaviver e promover um novo movimento litúrgico, seguindo o ensinamento de Bento XVI, a reaviver o sentido do sagrado e do Mistério, pondo Deus no centro de tudo. Devemos impulsionar a adoração eucarística, renovar e melhorar o canto litúrgico, cultivar o silêncio, dar mais espaço à meditação. Disso surgirá as mudanças…

Fonte: http://fratresinunum.com/
Fonte: Rainha Maria

 

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 A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta terça-feira, 21, uma nota de repúdio à campanha de incentivo ao uso de preservativos lançada na Espanha, que teve repercussões no Brasil, relacionando a camisinha à Hóstia Consagrada. Segundo os bispos brasileiros, a atitude é um “desrespeito à Eucaristia”, e “fere profundamente os sentimentos religiosos dos católicos”. A nota dos prelados da CNBB, esclarece também que “a preocupação em evitar a propagação da Aids (SIDA) não justifica iniciativas dessa natureza”.

“Em face à campanha lançada pelas Juventudes Socialistas de Andalucía (JSA), na Espanha, incentivando o uso de preservativos e, ao mesmo tempo, relacionando a camisinha à hóstia consagrada que, de acordo com a fé católica, é verdadeiramente o Corpo de Cristo (cf. Mc 14,12-16.22-26), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, fiel à sua missão, considera-se no dever de se manifestar junto às Autoridades espanholas para expressar-lhes perplexidade e repúdio a esse grande desrespeito à Eucaristia que é o centro e o ápice da vida da Igreja católica”.
“Não podemos silenciar diante dessa grande ofensa que fere profundamente os sentimentos religiosos dos católicos”, assevera nota da CNBB assinada pelo seu presidente, Dom Geraldo Lyrio Rocha e também pelos bispos Dom Luiz Soares Vieira e Dom Dimas Lara Barbosa, respectivamente, vice-presidente e secretário geral da entidade.

“A preocupação em evitar a propagação da Aids (SIDA) não justifica iniciativas dessa natureza. Essa Campanha, que repercutiu também aqui no Brasil, manifesta uma atitude preconceituosa, inadequada e ofensiva à nossa fé”, destacam os bispos brasileiros.

“No âmbito de suas atribuições e responsabilidades, a CNBB deseja contribuir para que o homem e a mulher cresçam no diálogo, no respeito à liberdade, na defesa da vida, na promoção dos direitos humanos e na conquista dos verdadeiros valores que os tornem felizes conforme os planos de Deus”, conclui a nota da Conferência Episcopal brasileira.

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“E a Palavra se fez carne e veio morar entre nós” (Jo 1,14)

Aproximando-se a festa do nascimento de Jesus Cristo, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dirige-se ao povo brasileiro para desejar que as bênçãos de Deus sejam derramadas abundantemente no coração de todos.

A contemplação e celebração do nascimento de Jesus fortalecem a fé em Deus que vem até nós e que nos oferece a possibilidade do encontro com seu Filho. Ele é o caminho para que em nossas famílias, nas comunidades e na sociedade vivamos o amor, a reconciliação e a paz.

Mesmo sabendo que o nosso país tem mostrado sinais de progresso econômico, persistem, ainda, em nosso meio situações de miséria e de empobrecimento, de fome, de violência organizada, de degradação do meio-ambiente, dentre outras realidades que ameaçam a vida e geram insegurança nas mais variadas formas. Essa realidade é fruto do individualismo e do egoísmo que orientam a organização da sociedade atual na lógica da concentração de bens e riquezas e da exclusão social.

O Natal lança luzes e questionamentos sobre o nosso modo de ser e de viver o Evangelho em meio às realidades que interpelam a nossa consciência e prática cristãs e eclesiais. Jesus Cristo, que assumiu a humanidade com suas fragilidades, limites e pecados e a redimiu, nos convida a seguir os seus passos. A exemplo de Cristo, a Igreja no Brasil assume as angústias e tristezas do povo brasileiro, bem como suas esperanças, a fim de que, animada pelo Espírito, possa realizar sua missão no horizonte da gratuidade, da solidariedade e da alegria.

Celebremos o Natal com gestos de partilha, proclamando a presença de Jesus Salvador, reconhecendo e afirmando o valor da dignidade da pessoa, participando da vida da comunidade e comprometendo-nos com a construção de uma sociedade pacífica e sem exclusões. Desse modo, estaremos respondendo melhor ao amor de Deus presente no Verbo que se fez carne e habita entre nós, fortalecendo nossas esperanças para o Ano Novo.

A todos, desejamos um feliz e santo Natal e um abençoado Ano Novo.

Brasília, 1º de dezembro de 2010.

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB

Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB

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