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Archive for the ‘SANTOS’ Category

Com a recente beatificação da Irmã Dulce, o “Anjo Bom do Brasil” os católicos brasileiros podem rezar ao Senhor pela intercessão da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres. A memória da beata será celebrada anualmente no dia 13 de agosto, pois foi quando a freira recebeu os votos religiosos.

A oração para pedir graças por intercessão da nova beata, divulgada pelo Portal Canção Nova Notícias é a seguinte:

Senhor nosso Deus
Recordando a vossa Serva Dulce Lopes Pontes,
Ardente de amor por vós e pelos irmãos,
Nós vos agradecemos pelo seu serviço a favor
Dos pobres e excluídos.
Renovai-nos na fé e na caridade,
E concedei-nos a seu exemplo vivermos em comunhão
Com simplicidade e humildade,
Guiados pela douçura do Espírito de Cristo
Bendito nos séculos dos séculos. Amém!

A Arquidiocese de Salvador também disponibilizou a novena de Irmã Dulce para download. O material, segundo indica a nota do Canção Nova Notícias, é composto de nove encontros de oração que apresentam a vida da religiosa como exemplo para quem busca um encontro íntimo com Deus. Segundo a Arquidiocese de Salvador (BA), a novena deve ter seu início sempre no dia 13, terminando no 21 de cada mês.

O link para baixar a novena é:
http://www.arquidiocesesalvador.org.br/wpint/wp-content/uploads/2011/05/NovenaIrmaDulce.pdf

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A Cerimônia de Beatificação da Irmã Dulce, “o Anjo Bom do Brasil”será presidida hoje por Dom Geraldo Majella Agnelo, arcebispo emérito de Salvador e representante de Bento XVI. O momento tão esperado será o descerramento da imagem oficial de irmã Dulce como “Bem Aventurada Dulce dos Pobres”. 

O processo de beatificação teve início em 2000, passando por várias etapas, em 22 de maio de 2011, Irmã Dulce será proclamada Beata.

Segundo recorda a Rádio Vaticano, Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, nascida em 26 de maio de 1914, filha de Augusto Lopes Pontes e Dulce Maria de Souza.

Na pequena biografia apresentada na nota da Rádio Vaticano em sua edição em português deste domingo também lê-se: Maria Rita foi uma criança muito alegre, gostava de brincar de boneca, empinar pipa e com adoração por futebol (torcedora do Esporte Clube Ypiranga). Desde muito nova já mostrava dedicação a pessoas carentes, mendigos e doentes. Aos 13 anos transformou a casa da família em um centro de atendimento a estas pessoas. Sua casa ficou conhecida como “A Portaria de São Francisco”, por conta do número de carentes que se aglomeravam a porta. Nesta época Maria Rita manifestou pela primeira vez o desejo de se dedicar a vida religiosa. Após seis anos Maria Rita se transformou em Irmã Dulce.

Em sua vida religiosa Irmã Dulce abraçou todos em seu caminho, e até hoje mantém seus braços abertos em suas obras sociais.

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De traficante de drogas e mafioso a sacerdote graças a Medjugorje

Ivan Filipovic se mudou para a Alemanha com 18 anos. Tinha ânsia pela liberdade embora não soubesse o que ela significava e acabou traficando e drogando-se com heroína. “Dormia nos melhores hotéis, trocava de carros e de garotas quando queria”, confessa Ivan. Até que foi a Medjugorje.

Ivan Filipovic foi chefe do narcotráfico em Frankfurt, Alemanha durante cerca de sete anos. Hoje, com quarenta anos é sacerdote católico. Sua incrível história pode ser encontrada no livro “Medjugorje” (editora Libros Livres). Abaixo transcrevemos um pequeno trecho:

– Padre Ivan, pode nos contar algo da sua vida ?

Desde pequeno fui um rebelde que andava em busca da “liberdade”. Nunca pude aceitar uma maneira normal de viver. Escola, faculdade, mulher, filhos, trabalho, carreira, férias na praia… me parecia muito pouco. Assim saí de casa muito cedo. Aos dezoito anos fui para a Alemanha em busca desta liberdade que tanto ansiava.

– O que esperava na Alemanha ?

A princípio nada, somente aventura. Ali conheci o mundo do crime, o mundo do dinheiro e a prostituição. Digamos que tudo o que o mundo oferece hoje. Muito rapidamente prosperei nas ruas. Com dezoito anos já ganhava muito dinheiro para viver.

– De que maneira ?

Eu comecei a mexer com drogas. Este dinheiro eu gastava em clubes privados e em uma vida que talvez muitas vezes os jovens sonhem em ter porque viram muitos filmes americanos. Eu dormia nos melhores hotéis, mudava de carros e de garotas quando queria.

– Quando começou a se drogar ?

Com quatorze ou quinze anos provei alguma droga leve. Mas foi quando comecei a vender heroína que comecei eu mesmo a tomá-la. E lhes digo que a heroína é a ruína.

– Fale-me de sua ruína

Quando me drogava, não fiquei em condições de trabalhar em nada mais. Era o meu estilo de vida. Música, concertos, clubes… eu tinha o meu mundinho… Mas logo chegou o fim de tudo isto. Eu tinha 25 anos e estava muito cansado da vida. Minha família sabia que eu me drogava. Eu tinha todo o corpo marcado, sabe ? Não tinh mais veias, e hoje, quinze anos depois, continuo sem tê-las.

– Conte-me sobre sua família

– Tenho dois irmãos que estiveram na guerra no meu país (Iugoslávia). Uma noite em que eu estava totalmente drogado, um deles se aproximou de mim e me disse: “Ivan, joga essas pílulas fora, tome um rifle e venha comigo para a guerra. Uma vez que você vai matar, pelo menos, morra como um homem “. Certo, então tirei todo o lixo que eu tinha e o joguei fora. Foi nesse momento em que eu decidi fazer algo com minha vida e entrei na Comunidade Cenácolo, uma comunidade de escola de vida em que os rapazes abandonam a droga através do trabalho e da oração. É Cristo que nos cura, não há nenhum substituto ou medicamentos.

– Como conheceu a comunidade Cenácolo ?

Tínhamos um primo que estava vivendo na casa que a comunidade tem em Medjugorje. No inicio entrei para descansar. Ficar alguns meses. Então conheci irmã Elvira, a fundadora da comunidade.

– Quando se conheceram?
– Quase dois meses depois de entrar no Comunità, precisamente, na capela da casa de Medjugorje, onde tinha ido em peregrinação. Irmã Elvira deu uma catequese.

– O que aconteceu nesta catequese ?
“Em um determinado momento ela nos perguntou quem queria ser bom. Tudo ao meu redor levantaram suas mãos, mas eu não consegui. Fiquei tão impressionado com a Irmã Elvira que não tive coragem de mentir e naquela noite não dormi. Eu chorei a noite toda. Saiu muita raiva, muita amargura. Naquela noite eu decidi que queria fazer o programa da comunidade até o final.. Eu acreditei na irmã Elvira. Eu finalmente encontrei uma pessoa em quem acreditar.

– Algo de muito forte ela teve que fazer ou dizer para que uma pessoa como você, dissesse que aquela freira italiana fosse a primeira pessoa no mundo em que você acreditasse de verdade.
Irmã Elvira disse naquela tarde que nós não sabíamos quem éramos, e isto me machucou. Eu me lembro que pensei: Esta freira o que diz ? Eu tenho 26 anos, como eles não sabem quem eu sou? “Ela disse que só então saberíamos quem somos, se tivéssemos a coragem de nos ajoelharmos diante de Jesus na Eucaristia.

Então eu passei a noite em lágrimas e no dia seguinte, fui à capela e disse: “Se é verdade o que a irmã diz, que eu não sei quem eu sou, e se é verdade que você está vivo na Eucaristia, eu realmente quero saber a verdade sobre mim, sobre quem eu sou. ” E posso dizer que, a partir daquele dia, com a ajuda de Jesus, comecei a olhar em meu coração e eu comecei a ver muitas coisas que não queria ver. Minhas mentiras, as injustiças, a sabedoria da rua que tinha acumulado ao longo dos anos.

Eu me lembro quando eu via as minhas fraquezas. Eu estava muito triste. Eu sentia um forte arrependimento e dizia: “Jesus, eu não quero ser assim, perdoe-me, ajuda-me”, e vivia a experiência do perdão de joelhos, tão fortemente que muitas vezes vinham com lágrimas, com sentimentos e pensamentos que vinham do coração. Eu aprendi que a oração não é apenas o que me ensinaram nas aulas de religião. Eu aprendi que através da Verdade diante mim mesmo, através do arrependimento, eu estava vivendo o perdão de Deus. Eu fui perdoado e amado por Deus. Compreendi que a oração influi na vida. Que a oração tem muita influência no meu relacionamento com as pessoas ao meu redor, e eu acreditei na oração. Acreditei neste Deus que tocou o meu coração.

– Foram realmente curadas todas as feridas de sua vida passada?
– A droga é um drama da vida. Na comunidade podem-se viver grandes experiências espirituais, mas a droga ainda é um grande drama. A droga torna o homem muito frágil. Digo-vos um exemplo. Quando eu tinha quatro anos na comunidade e muita experiência espiritual acumulada, Irmã Elvira me permitiu começar os estudos e fui para Pisa. Eu fui de trem para lá e quando eu desci do trem em Pisa, em dois minutos eu tinha uma imagem clara da estação. Eu reconhecia tudo. Eu reconheci a polícia civil, prostitutas e cafetões que as vigiavam, traficantes de drogas, os que buscavam drogas e os que não tinham dinheiro para comprá-las e precisavam roubar. Tudo isso em dois minutos. T inha quatro anos fora do mundo, mas apenas dois minutos foram suficientes para ver tudo, porque em toda minha vida, expressões faciais, os olhos, a maneira que as pessoas fumavam, os movimentos, os passos … tudo foi memorizado profundamente em meu interior. Então eu percebi o quão frágil eu era, porque todo o meu passado estava memorizado.

Eu acho que aí está a fragilidade de um viciado. Nós aprendemos como escapar dos problemas, como escapar da cruz em um mundo ilusório. Nós memorizamos a sensação da cocaína, lembramos o que significa ter relações sexuais livremente com uma mulher… tudo o que está em nós e que é a fragilidade de um viciado. E apesar de todas as minhas experiências espirituais, essa vulnerabilidade ainda existe.

É por isso que eu digo que o viciado não pode agir como um homem “normal”. Todo homem precisa de Deus. O homem sem Deus, com o tempo não é um homem, é um animal. E o viciado precisa mais de Deus do que outros. Portanto, Deus respondeu às necessidades dos homens com uma comunidade como esta. Através desta comunidade, Deus desceu para acolher os últimos, e só Ele é capaz disto, de passar pelo nosso passado e transformar as trevas em luz, o desespero em esperança, a tristeza em alegria.

Através da oração, eu me reconciliei com o meu passado. Hoje, quando penso nos acontecimentos do meu passado, eu tenho paz. Não há mais emoção, não há impulsos negativos, nenhum desconforto, nenhuma vergonha, e estes impulsos não são grandes e fortes. Só há paz, porque Deus aravessou tudo isto através do sacramento da Confissão. Eu me reconciliei com o meu passado, Ele transformou as trevas em luz. Hoje, meu passado é uma riqueza onde eu retiro a sabedoria para ajudar as pessoas que estão neste caminho..

– Então, faz sentido a cruz de Cristo?
– Sim, eu vejo assim. Mas eu não sou tolo. A droga é uma desgraça e um mal. Eu nunca poderia voltar ao passado, no entanto, Deus é muito grande. Deus sabe voltar e acolher o último marginalizado. E se você deixar, Ele pode passar pela sua vida, apesar de tão difícil e dramática que seja. Ele pode mudar tudo isso em luz.

– Quando foi ordenado sacerdote?
– Em 2004, quando tinha dez anos na comunidade.

– Como ocorre a mudança de um viciado em drogas até o sacerdócio ?
– A isso não posso dar uma resposta sem mencionar o nome de Jesus.

– Você, em todos estes anos, conheceu bem Medjugorje. O que você pode nos dizer ?
– Acho que justamente ali aconteceu o primeiro marco na minha vida. Foi quando eu decidi ficar dentro da comunidade. Toda vez que eu ia para a comunidade em Medjugorje, não voltava de mãos vazias. Sempre voltava com um coração cheio de esperança, de fé. Irmã Elvira sabia sobre essas coisas e eu acho que é por isto que me enviava sempre a Medjugorje. Agora vou a Medjugorje todos os anos acompanhando peregrinações, e nunca retorno de Medjugorje sem levar algo comigo. É difícil explicar, mas a Virgem Maria está ali perto de você e te ajuda a viver estas coisas. Então, devo dizer também como sacerdote, que em nenhum lugar no mundo se confessa tão bem quanto em Medju gorje. Em nenhum lugar do mundo, eu encontrei pessoas tão sinceras e abertas no momento da confissão.

– Por que ?

– O mais provável é que seja o resultado da presença da Virgem Maria. As pessoas A sentem! Não se trata de quão grandes ou pequenos sejam os seus pecados. Se trata de que com que fervor e com que verdade as pessoas se confessam ali, com que humildade e com que arrependimento.

Traduzido por Gabriel Paulino

Fontes:

http://www.comunitacenacolo.it/viewpagina.asp?keypagina=1117

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Ele se negou a pronunciar-se a favor de Hitler, durante sua prisão no campo de concentração de Dachau, onde foi assassinado em agosto de 1942. O Pe. Georg Häfner será beatificado no próximo domingo, em Würzburgo, em uma cerimônia presidida pelo cardeal Angelo Amato SDB, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, em representação do Papa Bento XVI.

“Não queremos nem condenar um ser humano, nem semear o rancor contra quem quer que seja. Pelo contrário, queremos ser bons com todos”, disse o sacerdote antes de ser assassinado.

Georg Häfner nasceu em Würzburgo, em 1900. Era filho de um trabalhador municipal. Ao finalizar a 1ª Guerra Mundial, depois de ter prestado o serviço militar como ajudante durante um ano, começou a estudar teologia e a fazer parte da Associação Católica Estudantil “Unitas”.

Depois aderiu à Terceira Ordem do Monte Carmelo, como resposta à vocação que cultivou desde pequeno, pois havia crescido no ambiente dos carmelitas do Mosteiro de Himmelspforten, onde serviu como coroinha.

Foi ordenado sacerdote em 13 de abril de 1924. “Suas atividades pastorais – desde 1934, foi pároco de Oberschwarzach – coincidiram com o período da ditadura nacionalista”, afirma um comunicado enviado a ZENIT pelo postulador da sua causa, o advogado Andrea Ambrossi.

“Como bom religioso, sério e convencido, dedicou-se às suas obrigações e deveres – indica o comunicado. Mas foi inevitável que seu zelo pastoral o fizesse entrar em conflito com os nacional-socialistas, ao ponto de que ele, sacerdote tão bom e verdadeiramente disponível com todos, se convertesse em um ‘inimigo’ político, em um perseguido.”

Em 1938, recebeu um visita do bispo de sua diocese, que ficou muito satisfeito com a catequese que ele realizava e, em um relatório, destacou, entre outros aspectos, a boa formação religiosa das crianças daquele lugar.

“São cerca de 700 os fiéis que recebem a santa comunhão e isso é um motivo de alegria”, dizia o relatório.

Radicalidade levada ao martírio

Certamente, era iniciativas que incomodavam o regime nazista. Em 3 de outubro de 1941, ele foi detido cautelarmente e, no dia 31 do mesmo mês, foi preso e depois levado ao campo de concentração de Dachau, onde foi marcado com o número 28.876.

“De toda a sua atitude, evidencia-se que Georg Häfner não teve jamais a intenção de combater frontalmente o regime nacional-socialista – afirma o comunicado -, mas o fato é que a observância completa do seu ministério sacerdotal o levou inevitavelmente a tornar-se vítima das convicções da sua consciência, isto é, da suas obrigações pastorais.”

Ele não acusou os que o capturaram, mesmo em circunstâncias de extrema dor; dizia que na vida não podiam existir os inimigos. A única coisa que fazia sentido na vida era “ser amor, revelar amor, doar amor, para que os homens tenham vida e a tenham em abundância”, afirma o advogado Ambrossi.

Lá, mostrou também seu abandono total em Deus: “Podemos dizer em voz alta que estamos realmente diante de um mártir da reconciliação, de um sacerdote mergulhado em um profundo amor pela cruz, uma confiável testemunha da fé.”

“E, nestas palavras, o núcleo do esplêndido testemunho que o novo beato nos dá hoje, com a sua vida, é o ensinamento da oração de Jesus na cruz: ‘Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem'(Lc 23, 33)”, conclui seu postulador.

Mais informações (em alemão): www.bistum-wuerzburg.de

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Zenit entrevista José Maria Zavala, o autor do novo livro sobre o sacerdote italiano

Madri, terça-feira, 2 de novembro de 2010 (ZENIT.org).- Foi publicado na Espanha o livro “Padre Pio – Os milagres desconhecidos do santo dos estigmas” (Editora LibrosLibres, em tradução livre). O livro traz testemunhos de conversões e curas atribuídas ao santo e reunidas pelo autor, José Maria Zavala.

“Nunca tinha sentido tanta vontade de compartilhar uma experiência como aconteceu com esta, que me marcou para a vida inteira”, reconhece o autor nesta entrevista concedida a Zenit, lembrando que a canonização de Pio de Pietrelcina (1887-1968), em 2002, bateu todos os recordes de fiéis da história do Vaticano.

ZENIT: Como é lembrado o Padre Pio no convento de San Giovanni Rotondo, onde passou quase toda a sua vida?

José María Zavala: Com um carinho imenso. Há fiéis que continuam sentindo o perfume intenso dos seus estigmas como o melhor sinal de que ele nunca os abandona, essa mesma fragrância que já deixou gelado mais de um incrédulo.

ZENIT: Muitas pessoas que o conheceram de perto ainda vivem?

José María Zavala: Poucas, mas tive a grande sorte de entrevistá-las. Como a Irmã Consolata, uma freira de clausura com 95 anos que me recebeu no convento e me relatou episódios inesquecíveis e desconhecidos. Nunca lhe serei grato o suficiente. Nem a ela nem a Piepero Galeone, sacerdote octogenário com fama de santo, a quem o Padre Pio curou milagrosamente depois da Segunda Guerra Mundial. Ou a Paolo Covino, o capuchinho que administrou a Unção dos Enfermos ao Padre Pio. Todos eles romperam pela primeira vez seu silêncio para falar do Padre Pio neste livro.

ZENIT: Eles expressam alguma ideia comum?

José María Zavala: Todos coincidem em que ele fez o mesmo que Jesus na terra: converteu os pecadores, curou os doentes, consolou os aflitos. carregou com a cruz durante toda a sua vida para redimir os homens do pecado. O Padre Pio sabia muito bem que sem sacrifício pessoal era impossível ganhar almas para o Senhor.

ZENIT: Quem foi o Padre Pio?

José María Zavala: Um grande presente que Deus fez aos homens em pleno século XX para que continuem acreditando nEle. É impossível aproximar-se com simplicidade e sem preconceitos de sua figura e permanecer insensível. Conheço muita gente cuja fé estava morta por falta de obras e que, por intercessão do Padre Pio, agora está muito perto de Deus, reza e é feliz fazendo felizes aos outros.

ZENIT: Existe uma relação entre suas horas no confessionário e os estigmas?

José María Zavala: “Tudo é um jogo de amor”, ele dizia. De Amor, com maiúscula, pelo próximo; ele sabia muito bem que o melhor se compra pelo preço de um grande sacrifício. O padre Pio viveu “crucificado” durante cinquenta anos com estigmas nas mãos, nos pés e no lado, que sangravam diariamente. Semelhante sofrimento moral e físico era um meio infalível para libertar muitas almas dos laços de Satanás. Por isso mesmo ele passava, às vezes, dezoito horas seguidas no confessionário.

ZENIT: Como um novo Cura d’Ars…

José María Zavala: Nisto reside a grandeza desse homem de Deus. San Giovanni Rotondo, onde viveu e morreu é, ainda hoje, um verdadeiro caminho de Damasco, pelo qual milhares de pecadores retornam ao Senhor. É o primeiro sacerdote estigmatizado na História da Igreja e com alguns carismas que o tornam muito especial, desde a bi-locação até o exame de corações que lhe permitia ler a alma dos penitentes.

ZENIT: “Farei mais barulho morto que vivo”, comentou Padre Pio um dia. O que quis dizer?

José María Zavala: Teríamos de perguntar às centenas de pessoas no mundo todo que, por intercessão dele, continuam se convertendo hoje e/ou se curando milagrosamente de uma doença mortal. Muitos deles contribuem com  testemunhos impressionantes neste libro. Podemos afirmar que o Padre Pio continua atuando hoje, do céu, mais prodígios que quando estava na terra.

ZENIT: O senhor recolhe algumas conversões marcantes.

José María Zavala: Gianna Vinci me relatou em Roma um desse milagres que deixam qualquer um boquiaberto. Em certa ocasião, uma mulher, doente de câncer, pediu a seu marido, agnóstico, que a levasse a San Giovanni Rotondo, pois tinha ouvido que o Padre Pio fazia milagres. O homem impôs uma condição: esperaria fora da igreja. Então a mãe entrou sozinha com o filho de dez anos. Gianna Vinci estava ali e viu tudo. A mulher ajoelhou-se no confessionário do Padre Pio enquanto este indicava ao menino que avisasse seu pai. O pequeno obedeceu: “Papai, o Padre Pio está te chamando”, disse na porta. Mas o menino. era surdo mudo! Emocionado, o pai acabou se confessando e sua esposa ficou curada do câncer naquele mesmo instante.

ZENIT: Qual é o segredo da popularidade deste santo?

José María Zavala: O amor pelos demais, insisto. O Padre Pio continua recolhendo hoje os frutos de sua semeadura do céu. Na Itália, pude sentir o grande carinho que as pessoas professam por este santo. Ao voltar a Madri, enquanto despachava a bagagem no aeroporto, um policial começou a colocar dificuldades mas quando viu o retrato do Padre Pio que eu levava para um amigo, me deixou passar com um sorriso: “Que passaporte!”, pensei.

ZENIT: E fora da Itália, o Padre Pio vai sendo mais conhecido?

José María Zavala: Espero que este livro sirva para torná-lo mais conhecido na Espanha, onde já fez alguns milagres. Na Argentina, México, Chile e Filipinas ele conta cada vez com mais devotos.

ZENIT: O que significa este livro no conjunto da sua bibliografia?

José María Zavala: É, sem dúvida, minha obra mais importante.  Nunca tinha sentido tanta vontade de compartilhar uma experiência como aconteceu com esta, que me marcou para a vida inteira. Dizem que quando o Padre Pio levanta uma alma, não a deixa cair mais. Pois comprovei isso na minha própria pele. Convido todo aquele que queira, por mais cético que seja, a conhecer a este homem de Deus. Lhe asseguro que não permanecerá indiferente.

Mais informações em: www.libroslibres.com

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Minha vida é pura misericórdia! Nasci no dia 29 de Julho de 1967 em Registro, baixada santista, no Estado de São Paulo. E jamais pensei em ser músico, nem sequer ser de Deus ou até mesmo servi-lo como sirvo hoje. Desde pequeno fui criado em meio a uma grande indecisão. Minha família era espírita de “mesa branca”, onde se invocava os mortos. Como toda família, nós também buscávamos uma tal felicidade que parecia ser ilusão, porque nunca a vimos em nossa casa. Parecia que quanto mais buscássemos nesses lugares, mais distante ela ficava. A minha rebeldia e as desavenças entre nós faziam com que vivêssemos num confronto diário de desamor.

Em minha adolescência, já vivendo em São José dos Campos-SP, essa busca por um alento aumentou, mas com ela minha infelicidade também, pois eu buscava em meio a pessoas que viviam num verdadeiro lamaçal de pecados, principalmente o da afetividade, que quase me afundou na prostituição.
Pensando estar seguro, eu até dizia aos que me aconselhavam para sair daquilo e voltar para a minha família: “Esses agora são minha família! Eu nunca tive outra!”. Mas os “amigos” desse meio que eu conhecia, não duravam muito tempo: Uns morriam por assassinato e outros por drogas, e eu simplesmente ia restando.

Enquanto isso, em casa, eu assistia de camarote a minha família se desfazer: Meus pais se separando, minha irmã mais velha tornando-se mãe solteira, sendo que já não tínhamos nem condições financeiras para cuidar dos outros irmãos. Vivi anos debaixo do mesmo teto sem conversar com uma de minhas irmãs. E além de tudo isso, o irmão mais novo cai do muro e falece. Parecia que nossa sorte era a desgraça.

Minha mãe não aguentando segurar tudo isso, um dia de manhã quando nós acordamos, nos deixou um bilhete dizendo que era para a gente se cuidar porque ela estava indo embora.
Nossa família se desmoronou. A partir dali cada buscava viver sua vida.

Foi nesse tempo que com 16 anos de idade, recebi um convite de um jovem vizinho para participar da Missa da juventude, a das 10h. Mas somente depois de alguns meses, ao passar sem querer em frente da Igreja num domingo de manhã, vi jovens entrando nessa Igreja e me lembrei do convite. Faltavam alguns minutos para começar. Acabei entrando. Eu estava com chinelo de dedo, fedendo por raramente tomar banho, cabelo grande, roupas velhas e nem mesmo sabia que o gesto que todos fizeram no início era o sinal de uma cruz que traçavam sobre a testa e o peito. Vi alguns se afastando de mim, talvez pelo medo… Mas quando vi a alegria daqueles jovens cantando e dançando, não me importei com mais nada… chorei muito, pois parecia que eu estava mais perto dessa tal felicidade.
Uma frase queimava no meu peito: “Aqui é meu lugar”. Fui batizado não muito tempo depois na mesma Igreja. Comigo também três irmãs acima de minha idade e outra mais jovem que eu. Uma delas foi batizada, recebeu a primeira comunhão e se casou… tudo no mesmo dia. Foi uma Festa!

Hoje minha maior felicidade é ver minha família buscando o Senhor. Depois de alguns anos encontrei minha mãe e voltei a morar com ela. Nesse tempo as minhas irmãs já começavam a frequentar grupo de oração. Fui criando coragem de me aproximar da minha irmã, aquela que eu não conversava. Hoje somos grandes amigos e sentimos saudades quando demoramos para nos encontrar. Já a minha mãe foi reconquistando toda a família novamente com seu jeito e testemunho de vida. Ela entrou para a Igreja e se casou em Maio de 2003. Apesar dela não ter se casado com meu pai, uma grande realização em minha vida, foi vê-los se encontrando e conversando como bons amigos. Deus é santo e bom em tudo o que faz ou permite!

Continuo esperando em Deus e não desanimo. Ainda que falte alguma coisa para o Senhor ajustar em minha casa, como meu irmão que por causa das drogas ficou no Carandiru até fechar e há muitos anos viveu de presídio em presídio. Sem saber que ele havia sido transferido para o presídio de Avaré-SP, fiz um show lá, e ele me ouvia através de um radinho a transmissão do evento. Somente quando ele saiu definitivamente, que ele me contou como foi difícil para saber que seu irmão estava ali tão perto e nem mesmo podia se comunicar.

Hoje, graças a Deus, ele se encontra bem e temos um ótimo relacionamento.
Eu trago sempre comigo esta promessa:
“Crê no Senhor Jesus e serás salvo tu e tua família” (Atos 16,31)

Mas Deus sempre traduziu este trecho da Bíblia para mim desta forma:
”Se você cuida da minha Obra, Eu cuido da sua família”.

No amor que nos une,
Walmir Alencar

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A Sua Santidade Papa Bento XVI

Beatissime Pater,
No desejo de contribuir com a santificação dos cristãos e com a Nova Evangelização, vimos suplicar a Vossa Santidade a graça da proclamação de um Ano Mariano em 2012-2013.

Sugerimos esta data por ela marcar os 25 anos do último Ano Mariano proclamado pelo Servo de Deus João Paulo II e por comemorar os 300 anos do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, de São Luis Maria Montfort, obra tão amada e recomendada pelo próprio Servo de Deus João Paulo II.

Somos testemunhas dos frutos de graça e santidade que a proclamação do Ano Sacerdotal, feita por Vossa Santidade, fez brotar para a Igreja do mundo inteiro. Por esta razão, sugerimos humildemente que um Ano Mariano poderia ser uma grande oportunidade para reavivar a Devoção a Toda Santa Mãe de Deus no coração dos fiéis e propagar a prática da “Consagração Total a Jesus por Maria”, como é ensinado pelo próprio São Luis, e como o Servo de Deus João Paulo II viveu e testemunhou.

Voltamo-nos a Vossa Santidade, com confiança, exercendo o que pensamos ser o nosso deve de manifestar aos nossos Sagrados Pastores os nossos anseios e necessidades espirituais (cf. cân. 212).

Aproveitamos a ocasião para manifestar a Vossa Santidade nossa mais completa fidelidade e devoção filial.

Convidamos a assistir ao vídeo do reverendíssimo Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Júnior
(Arquidiocese de Cuiabá-MT), a respeito desta Petição

 

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