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Archive for the ‘Vaticano’ Category

“Urbano VI, o Papa que não deveria ser eleito” é o título provocador do livro escrito pelo jornalista italiano Mario Prignano, no qual se mostra como, inclusive nos momentos mais duros da vida da Igreja, é possível ver sua origem divina.

O lançamento foi realizado no dia 20 de maio, na sede do Centro Internacional de Comunhão e Libertação, em Roma, e contou com a intervenção do autor e da docente de história contemporânea da universidade La Sapienza de Roma, Lucetta Scaraffia; com a presença do cardeal Walter Brandmuller, bem como do diretor de L’Osservatore Romano, Giovanni Maria Vian.

Urbano VI (1318-1389) foi eleito sucessor de Pedro em um dos conclaves mais curtos e conflituosos da história – 3 dias -, pouco depois de o papado voltar de Avinhão a Roma (longo período que durou de 1309 a 1377).

O conclave teve início em 7 de abril de 1378, na presença de apenas 16 dos 22 cardeais que formaram o Colégio Cardinalício, já que não aguardaram a chegada dos cardeais que estavam em Avinhão.

Eleito sob o medo

Dado que os cardeais estavam divididos em facções, na eleição papal, o povo romano teve um papel decisivo de pressão, temendo que o eleito fosse um cardeal francês, que voltaria à sede de Avinhão.

As pessoas concentraram-se na entrada do conclave com gritos de “Romano lo volemo” (“Romano o queremos”) e “al manco italiano” (“Pelo menos italiano”).

Neste ambiente de pressão, os cardeais elegeram o napolitano Bartolomeo Prignano, arcebispo de Bari, que, ao não cardeal, não estava participando do conclave.

O Cisma do Ocidente

Depois de ser eleito papa, Urbano VI se mostrou desconfiado e colérico nas suas relações com os cardeais que o elegeram. Suas intervenções políticas, em particular com Nápoles, também levantaram muitas tensões.

Por esta razão, os cardeais, salvo quatro italianos, reuniram-se em Agnani, onde, em 9 de agosto, divulgaram uma declaração para toda a cristandade, na qual anulavam a eleição de Urbano, por ter sido realizada sob o medo à violência do povo.

Em 20 de setembro de 1379, esperando que Urbano VI abdicasse, todos os cardeais, incluindo os romanos, reuniram-se em Fondi, no território de Nápoles, e elegeram Clemente VII, dando início ao Cisma do Ocidente, que durou até 1417.

Origem divina apesar de seus homens

A professora Scaraffia, no seu discurso, abriu o contexto histórico, lembrando que, naquela época, Avinhão tinha uma administração impecável, algo que não existia em Roma.

Sob a influência da França, o Papa não corria um risco cotidiano, como acontecia em Roma. Isso explica como Avinhão não era apenas um capricho do rei da França, esclareceu.

O livro conta, em suas quase 250 páginas, “as obras e até os roubos que eram realizados em nome do bem, um pouco como as hoje chamadas guerras humanitárias”.

Aquelas lutas medievais entre os cardeais, em que o Papa estava envolvido, segundo a professora, “colocam-nos diante do mistério da Igreja, que se manteve de pé depois da crise de Avinhão e outros dados históricos”.

Isso se explica porque sua missão consiste em dar continuidade à mensagem de salvação em Cristo, disse.

Pois bem, um papa como Urbano VI, “com um comportamento pelo menos discutível, manteve a corrente da transmissão petrina”.

Recordou que o Papa recebeu, durante o cisma, o apoio de Santa Catarina de Siena (1347-1380), exemplo clamoroso da participação das mulheres na história do cristianismo, embora o Pontífice, após a morte da Doutora da Igreja, tornou-se mais parecido aos papas da Igreja que teria querido mudar e, portanto, “um homem de reforma torna-se um homem de poder”.

O livro conta com a introdução do historiador e diretor de L’Osservatore Romano, Gian Maria Vian.

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No curto período entre as celebrações da Páscoa e a beatificação de João Paulo II, a Comissão sobre Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos (USCIRF) publicou, em 28 de abril, o seu relatório anual 2011. A situação apresentada é preocupante.

O informe acrescenta o Egito à lista de nações que a Secretaria de Estado considera “países de especial preocupação” (CPCs).

Trata-se de países com violações sistemáticas e graves à liberdade religiosa. Aparecem na lista a Birmânia, a China, a Eritreia, o Irã, o Iraque, a Nigéria, a Coreia do Norte, o Paquistão, a Arábia Saudita, o Sudão, o Turcomenistão, o Uzbequistão e o Vietnã.

“No caso do Egito, aumentaram drasticamente as violações graves à liberdade religiosa, cometidas ou toleradas pelo governo, com violências que incluem assassinatos, contra os cristãos coptas e outras minorias religiosas”, afirma o presidente da USCIRF, Leonard Leo.

A violência no Egito continuou depois da queda do presidente Hosni Mubarak. Ao longo de anos, o governo tinha permitido a discriminação contra as minorias religiosas. Não só os coptas são afetados, mas também os wahabitas e os muçulmanos dissidentes. Além disso, os meios de comunicação controlados pelo estado publicam com regularidade material difamatório contra os judeus.

A discriminação contra os coptas é evidente quando se observam as elites governantes, diz o relatório. Nas forças armadas há muito poucos cristãos nos níveis superiores. De 28 governadores, só um é cristão, e também há apenas um cristão eleito membro do parlamento, num total de 454 cadeiras. Não há cristãos reitores ou decanos universitários, e muito poucos cristãos conseguiram se tornar juízes.

O pior

Na seção sobre as violações cometidas pelos “países de especial preocupação”, o governo da Birmânia é apontado entre os que mais violam os “direitos humanos no mundo”.

As autoridades controlam todas as organizações religiosas e, segundo o USCIRF, usam a violência contra os líderes e comunidades religiosas, especialmente nas áreas de minorias étnicas. As vítimas são monges budistas e muçulmanos, minorias étnicas e igrejas protestantes.

China

O relatório também acusa a China de restringir severamente as atividades dos grupos religiosos não registrados ou daqueles considerados pelas autoridades como ameaças para a segurança nacional.

Os budistas tibetanos e os muçulmanos uigures são especial e rigorosamente controlados pelo governo, que supervisiona a seleção do clero, proíbe as reuniões religiosas e restringe a distribuição de literatura religiosa, entre outras medidas arbitrárias.

A USCIRF elevou para 500 o número de protestantes, não registrados, que foram presos pelas autoridades chinesas no ano passado.

Os católicos também estão na linha de fogo, com dezenas de membros do clero na cadeia ou em prisão domiciliar. O relatório traz informações do Congressional Executive Committee on China, que estima que pelo menos 40 bispos católicos estão presos ou desaparecidos.

O informe observa ainda que, no ano passado, o governo intensificou esforços para controlar a Igreja católica. Uma das medidas foi a ordenação de um bispo sem a aprovação do Vaticano e a escolha de bispos, não aprovada por Roma, para cargos na Igreja patriótica, aprovada pelo governo.

Pequim também continua proibindo o clero católico de se comunicar com o Vaticano.

Oriente Médio

Vários países do Oriente Médio estão na lista de estados que preocupam.

O relatório acusa o governo do Irã, por exemplo, de usar medidas extremas como a tortura e as execuções. Durante o último ano, a situação da liberdade religiosa se deteriorou mais ainda, em particular para as minorias religiosas de wahabitas, cristãos e muçulmanos sufis. Os judeus também sofrem a intensificação do antissemitismo, que incluem reiteradas declarações do governo negando o holocausto.

O informe também aponta que, no ano passado, as prisões e o acosso contra os muçulmanos sufis aumentou de modo significativo, a ponto de estudantes sufis serem sistematicamente expulsos de universidades.

Os cristãos sofrem a interrupção dos cultos religiosos e a pressão contra os líderes da Igreja. Desde junho passado, mais de 250 cristãos foram presos arbitrariamente, denuncia o relatório.

No vizinho Iraque, as minorias religiosas continuam sendo vítimas da violência e da intimidação, com pouca proteção eficaz por parte do governo. O aumento dos ataques contra os cristãos do Iraque provocou no final de 2010 uma nova onda de refugiados. Calcula-se que a metade da comunidade cristã iraquiana de antes de 2003 abandonou o país. Em 2003 havia de 800.000 a 1.400.000 membros de diversas igrejas católicas e ortodoxas. Hoje o número é estimado em 500.000.

A USCIRF denuncia ainda que a Arábia Saudita continuou violando sistematicamente a liberdade religiosa durante o ano passado. É proibida no país toda forma de expressão pública religiosa não aprovada pela interpretação sunita do islã, adotada pelo governo. Lugares de culto não muçulmanos também são proibidos.

O informe explica que o governo saudita costuma acusar de penas de apostasia e blasfêmia para suprimir qualquer discussão e debate e para silenciar os dissidentes. Também são usadas acusações de feitiçaria e bruxaria contra os muçulmanos que não seguem a interpretação oficial do islã no país. Os livros de texto escolares, de acordo com o relatório, continuam pregando a intolerância e a violência.

Independência

No caso sudanês, o informe considera uma vitória o referendo de janeiro, que determinou a independência do Sudão do Sul. O resultado da votação significa que a população do novo país, composta principalmente por cristãos e animistas, poderá finalmente ver-se livre das tentativas do governo do norte sudanês de impor o islã ao país inteiro.

O governo de Cartum tentou impor a lei da sharia a todo o Sudão e definiu que a conversão a partir do islamismo é crime. Não se permite aos não muçulmanos expressar em público sua fé. Há graves dificuldades para obter permissão para a construção de igrejas. Por outro lado, as autoridades subvencionam a construção de mesquitas.

Outro país africano que suscita preocupação é a Nigéria. Segundo o relatório, desde 1999 cerca de 13.000 nigerianos foram assassinados em conflitos violentos entre muçulmanos e cristãos.

O Paquistão não escapa da atenção do relatório, sobretudo após os assassinatos de Shahbaz Bhatti, cristão ministro das Minorias, e do governador de Punjab, Salman Taseer, muçulmano crítico da lei da blasfêmia.

Essa lei – destaca o relatório –, mesclada com outras disposições legislativas, “criou uma atmosfera de violento extremismo e suspeita”.

“A promoção da liberdade religiosa deve ser um aspecto central do planejamento da política externa dos EUA”, pede o relatório. Uma recomendação que outros países poderiam seguir.

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Em sua saudação em português depois da oração do Regina Caeli perante milhares de fiéis na Praça de São Pedro, o Papa Bento XVI expressou sua alegria pela beatificação de duas religiosas este fim de semana: uma no Brasil e a outra em Portugal.

“Ao saudar os peregrinos de língua portuguesa, desejo também associar-me à alegria dos Pastores e fiéis congregados em São Salvador da Bahia para a beatificação da Irmã Dulce Lopes Pontes, que deixou atrás de si um prodigioso rastro de caridade ao serviço dos últimos, levando o Brasil inteiro a ver nela «a mãe dos desamparados». 

Idêntica celebração teve lugar ontem, em Lisboa, ficando inscrita no álbum dos Beatos a Irmã Maria Clara do Menino Jesus; ela fundou as Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, que ensinou «a alumiar e aquecer» a multidão de pobres e esquecidos da sociedade, vendo e acolhendo neles o próprio Deus. Enquanto confio à intercessão das novas Beatas os seus familiares e devotos, as suas filhas e irmãs espirituais e as comunidades eclesiais de Lisboa e São Salvador da Bahia, de coração concedo-lhes a Bênção Apostólica”, disse o Papa.

Finalmente o Pontífice “confiou à intercessão das novas beatas os seus familiares e devotos, as suas filhas e irmãs espirituais e as comunidades eclesiais de Lisboa e São Salvador da Bahia, de coração concedo-lhes a bênção apostólica”. 

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O arcebispo de Viena, cardeal Christoph Schönborn, assegurou que a Congregação para a Doutrina da Fé criará “um grupo de trabalho” para corrigir “os erros de tradução” que foram produzidos na primeira edição do catecismo preparado para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), o chamado YUOCAT, apresentado na Sala de Imprensa do Vaticano.
A editora italiana Città Nuova teve que suspender “temporariamente” a edição desse catecismo para jovens por causa de um erro de tradução na pergunta sobre os métodos anticoncepcionais.
Essa edição sugere que os casais cristãos “podem recorrer aos métodos anticoncepcionais” para evitar ter filhos, já que a pergunta 420 na edição em italiano questiona se “um casal cristão pode recorrer aos métodos anticoncepcionais”, à qual se responde que, “sim, um casal cristão pode e deve ser responsável na sua faculdade de poder doar a vida”.
Na edição em alemão, a pergunta é se “um casal cristão pode exercer uma regulação da fecundidade”, ao qual o Vaticano responde de forma afirmativa, para depois explicar que a Igreja “presta uma atenção escrupulosa em respeito à natureza” e defende que o Magistério “rejeita todos os métodos anticoncepcionais artificiais” que interferem, “manipulando-a, na união entre um homem e uma mulher”.
A edição em espanhol do YouCat está a cargo da Editora Encuentro, e serão distribuídos na primeira edição um total de 20 mil cópias na Espanha, segundo confirmou o editor Manuel Oriol à Europa Press.
Além disso, Oriol confirmou que “não há nenhum erro de tradução” na edição em espanhol, que será vendida na Espanha em maio, à qual será acrescentada uma edição para a América Latina.
Esse catecismo será distribuído a todos os jovens que participem da Jornada Mundial da Juventude, que irá ocorrer em Madri no próximo mês de agosto. Segundo confirmou Manuel Oriol, a organização da Jornada Mundial da Juventude irá criar uma edição especial do YouCat que será distribuído aos jovens, no qual se especificará que se trata de “um presente do Papa”.
O YouCat fará parte das ofertas que serão entregues a Bento XVI na celebração doDomingo de Ramos, dia em que se celebra, todos os anos, o Dia Mundial da Juventude.
Por outro lado, Schönborn lembrou que esse catecismo “mostra a força e a valentia de uma fé inteligente” e advertiu que, na Europa, “há muita ignorância sobre os ensinamentos da Igreja”.
Esse catecismo, segundo explicou o cardeal Schönborn, é “um passo à frente para promover o conhecimento da fé”, destacando que “pode contribuir para a evangelização” também “da Europa”, onde “o cristianismo é quase minoritário”.
O arcebispo de Viena declarou que todas as perguntas do YouCat são perguntas “formuladas pelos próprios jovens”, um total de 50 jovens homens e mulheres alemães que contribuíram para a criação desse catecismo.
Por sua parte, o presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, o cardealStanislaw Rylko, destacou que “a fé corre o risco de cair no subjetivismo e no relativismo”, razão pela qual é necessária “uma verdadeira educação sobre a fé aos jovens”.
O presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, destacou que esse catecismo permite “olhar para as novas gerações com esperança”, porque serão “mais conscientes da responsabilidade de ser cristão”.
Fonte: shallom

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A Comissão para a Igreja Católica na China, instituída em 2007 pelo Papa Bento XVI, divulgou nesta quinta-feira, 14, uma mensagem para os fiéis chineses depois de estudar as questões mais importantes sobre a vida da Igreja neste país. 

Durante os dias 11 e 13 de abril a comissão esteve reunida no Vaticano ressaltou o “amor pela Igreja na China, a dor das provas que estão sendo enfrentadas e o desejo de encorajar” os católicos chineses.

No comunicado, a comissão destacou a constatação de “um clima geral de desnorteamento e de ansiedade em relação ao futuro, o sofrimento de alguma localidades sem pastores, divisões internas de outras, e preocupações de outras que não tem recursos e pessoal suficiente diante dos fenômenos da crescente urbanização e despovoamento das áreas rurais”.

Mas apesar das dificuldade a comissão salienta que há “uma fé viva e esperança que a Igreja seja capaz de dialogar frutuosamente com as realidades sociais de qualquer território”.

Ordenações sem autorização pontifícia

Entre as dificuldades presentes na China, a comissão destacou “o triste episódio das ordenações episcopais em Chengde” sem a autorização da Santa Sé, lembrando que elas não só são “invalidas”, mas são “gravemente  ilegítimas”, pois “foram conferidas sem o mandato pontifício”, assim é ilegítimo também o “exercício do ministério”.

A comissão disse que o que mais angustia é saber que tais ordenações vieram depois de uma séria  de consagrações episcopais consensuais e que os bispos consagrados logo sofreram restrições.

Tais ações, segundo a comissão, ocasionadas por pressões e restrições externas, “podem ocasionar a excomunhão automática”.

“Infelizmente ficou uma ferida provocada ao corpo eclesial”, cada bispo envolvido deve “dirigir-se a Santa Sé e encontrar um modo de esclarecer a própria posição aos sacerdotes e fiéis, professando novamente a fidelidade ao Sumo Pontífice, para ajudar a superar a ofensa interior por ele cometida e para reparar o escândalo externo que causou”, enfatiza o comunicado.

Tendo em vista esta situação, “a escolha de pastores para guiar numerosas dioceses é uma necessidade urgente e, ao mesmo tempo, fonte de viva preocupação”, revelou.

Busca pela unidade

A comissão do Vaticano disse desejar um “diálogo sincero e respeitoso com as autoridades civis” e que essas possam ajudar a superar as atuais dificuldades para que “as relações com a Igreja Católica  contribuam para a harmonia da sociedade”.

A mensagem do Vaticano expressa também a alegria pelo fato que a Diocese de Shanghai pode encaminhar a causa de beatificação de Paolo Xu Guangqi, que se une aquela do missionário jesuíta Matteo Ricci.

No fim da plenária, o Papa Bento XVI “reconheceu o desejo de unidade entre o Sucessor de Pedro e a Igreja Universal que os fiéis chineses não sessam de manifestar, mesmo em meio a muitas dificuldades e aflições”, destacou o comunicado.

“A fé da Igreja, exposta no Catecismo da Igreja Católica, deve ser defendida também por meio de sacrifícios e é fundamento para que a comunidade católica na China possa crescer na unidade e na comunhão”, ressaltou o texto.

A carta é concluída relembrando o apelo urgente feito por Bento XVI durante a Festa da Beata Virgem Maria, pedindo que todos os cristãos rezem pela Igreja na China.

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Os Conselhos Pontifícios da Cultura e para as Comunicações Sociais convocaram um encontro de blogueiros em Roma, no dia 2 de maio.

“Este encontro tem como objetivo permitir um diálogo entre os blogueiros e representantes da Igreja, compartilhar experiências dos que trabalham diretamente neste campo e compreender melhor as necessidades desta comunidade”, explica um comunicado de imprensa emitido pelos organizadores.

“O encontro permitirá também apresentar algumas das iniciativas que a Igreja está empreendendo para entrar em contato com o mundo dos novos meios de comunicação, tanto em Roma como em outros lugares”, acrescenta a nota.

Nos dois painéis previsto, diversos relatores apresentarão alguns aspectos decisivos para uma discussão geral aberta a todos os participantes.

No primeiro painel, cinco blogueiros, representantes de diversas áreas linguísticas, abordarão temas específicos.

O segundo painel oferecerá o testemunho de pessoas implicadas na estratégia comunicativa da Igreja. Elas apresentarão suas experiências de trabalho com os novos meios de comunicação, assim como as iniciativas para assegurar um compromisso efetivo da Igreja com o mundo dos blogs.

Entre os participantes estarão o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício da Cultura, o arcebispo Claudio Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, e o padre Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Ao apresentar nesta sexta-feira a iniciativa, o cardeal Ravasi reconheceu que “sabemos que no geral os blogueiros são um pouco provocadores”. Mas ele mesmo questionou: “Como seria possível ignorá-los? São sujeitos fundamentais da nova comunicação”.

Um aspecto importante do encontro será a possibilidade de estabelecer contatos e intercâmbios informais entre os participantes, para abrir no futuro novos cenários de interação.

O encontro acontecerá um dia depois da beatificação de João Paulo II, aproveitando a presença em Roma de numerosos blogueiros.

Os que desejarem participar devem enviar um e-mail para blogmeet@pccs.it, colocando o link do respectivo blog. A sede do encontro será o auditório São Pio X, na Via da Conciliação, n. 5.

 

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De Thiago Augusto ( Co
munidade Católica Deus Existe – Ipatinga-MG)

Em entrevista ao jornalista Peter Seewald para o livro O Sal da Terra, o Cardeal Ratzinger – hoje Papa Bento XVI comenta sobre o resultado que a “poluição interior” em nós causa no ambiente exterior.
Segue um trecho da entrevista: “[A] poluição do ambiente exterior que observamos é o espelho e o resultado da poluição do ambiente interior, à qual não prestamos suficiente atenção. Julgo que é também o que falta aos movimentos ecológicos. Combatem com uma paixão compreensível e justificada a poluição do ambiente; a poluição espiritual que o Homem faz a si mesmo continua, pelo contrário, a ser tratada como um dos seus direitos de liberdade. Há aqui uma desigualdade.”
Diante deste comentário trago à tona o tema da Campanha da Fraternidade, “Fraternidade e a Vida no Planeta”. Pelo tema em si, a campanha se faz bastante oportuna, principalmente nesse período de quaresma. Por ela, é possível refletirmos o estrago ambiental a partir da poluição espiritual do homem e então buscarmos acentuar nossa espiritualidade, elevar a alma a Deus. Com efeito, o estrago do ambiente exterior é fruto da poluição no ambiente interior.
Assim, qualquer militância ecológica é supérflua sem um empenho, antes de tudo, na ecologia do homem, na consciência de que somos a mais perfeita das criaturas, e que por sermos imagem e semelhança do Criador devemos nos afeiçoar, ou seja, nos aproximar, nos moldar a Ele. Então seremos levados naturalmente à consciência ambiental. A preocupação com ambiente exterior é, portanto, secundária, pois o homem é a criatura primária e a ele foi confiado o domínio sobre toda criação, cf. Gn 1,26-31. Ora, a humanidade é o centro da criação, em Jesus, Deus se fez homem e habitou entre nós. De tal modo o que se organiza nos movimentos da Igreja Militante deve se inspirar na Igreja Triunfante, com atitudes de louvor ao Criador e não de adoração à criatura. Levar a um desejo de santidade, de aversão ao pecado, de intensa obediência a Deus, a uma visão celeste e daí contemplar a beleza terrestre.
Mas o que existe, por parte dos movimentos ecológicos é uma tentativa de aliviar a consciência do homem tratando sua desordem interior como um dos seus direitos de liberdade. Igualmente, alguns humanitários se preocupam apenas com a piedade, e a piedade deles (lamento dizê-lo) é muitas vezes falsa. Eles têm a estranha idéia de que tornará mais fácil o perdão dos pecados dizendo que não há pecados a perdoar. Estes são realmente inimigos da raça humana – por serem tão humanos. Contudo, “o salário do pecado é a morte” (Rm 6,23), por isso, “a criação geme em dores de parto” (Rm 8,22), e ela “aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus” (Rm 8,19).
Concluo com o Papa: “enquanto mantivermos essa caricatura de liberdade, continuarão imperturbavelmente os seus efeitos exteriores. Não é apenas a natureza que tem as suas regras e as suas formas de vida, que temos de respeitar, se quisermos viver dela e nela, mas também o Homem é interiormente uma criatura e está sujeito à ordem da criação”. É Pedro quem fala, ele é em Cristo nosso bom pastor.

 

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